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sexta-feira, 1 de abril de 2011

As Flores do Ar

És símbolo natural de perfeição,

De delicados pedaços de pétalas suaves.

Tuas nuances fascinam olhos, encantam corações,

Desabrocham emoções, inspiram poetas...

São tão belas as flores do ar,

Tão belas como o próprio amar.

O beijo apaixonado não seria como o mel

Se não fosse pelo teu meigo doce brotar.

És de uma beleza extraordinariamente única,

Todas as manhãs não seriam as mesmas sem ti,

Com a vida que trazes junto às gotas de orvalho...

No coração, jardim do existir, do sonhar,

És a mais bela das divinas criações,

És tu as flores do ar.


(Jailton dos Santos)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Felicidade Trágica

Felizes aqueles que amam
De peitos abertos,
Que vivem distantes...
Do mundo concreto;

Felizes aqueles que tem um amor
Para sofrer sem medidas,
Felizes aqueles que guardam feridas
Felizes com a dor de viver assim;

Felizes somos nós,
Que amamos o engano,
Felizes são todos os seres humanos
Que tristes se lembram da felicidade.

Felizes aqueles que com a caridade
Pedem esmolas a rica ilusão,
Felizes aqueles de peitos abertos
Que mostram a todos o seu coração.

(Joelson Araújo)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Receios...

Quero você, quero mais alguém
E além... e não quero ninguém.
Incompreensíveis desejos
Que dominam minha alma
E faz-me um brinquedo
Impulsivamente exprobrado.
Delinquente amor!
Entre permanecer e desprender,
Inerte expectante amagurado!

Poemeto adolescente

Sentimentos alucinantes,
Ilusórios e empolgantes,
Traz calor, obsessão, emoção.
Será amor, carinho, amizade ou paixão?

Ivade-me completamente,
Deixando-me dormente.
Eleva-me a Deus
Por singela pureza,
Aproxima-me do Diabo
Por proibido pecado.

Como livrar-me de tamanha culpa
E ter-te completamente em meus braços?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um dia

"Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"...
Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com as faltas de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.


(Mário Quintana)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O fruto

Semente sem planta...
B-r-o-t-a-m-e-n-t-o...
Direto da raiz nasce a busca
Fruto proibido...
Direto à boca...
A uva
À vulva.

Maçã que se devora,
Mas, jamais...
...se acaba.

(Dezwith Barros)

domingo, 13 de junho de 2010

Saudades de um Defunto

A minha testa de hoje em diante é lápide,
Onde o pior poeta escreverá à talhes:
Aqui jaz um homem morto,
Mesmo vivo,
À andar e à falar,
à chorar e à gritar.

Ao nos encontrarmos
você sorrirá.
Eu acenarei da minha cova
Repleta de flores naturais
Regada direto na raiz, por minha lágrimas.

Sem se decompor...
Condenado à ser Zumbi
Permanecerei...
E acenarei para ti de minha cova
Com meu frio grito, abafado e mudo
Lembrarei em nostalgia, aquelas horas
Em que o nada entre nós dois
virava tudo.

Ah!Minha pérola negra, doce dama
Te imploro em desespero
E humilhado pranto,
Que após uma semana, um mês, um ano
Mesmo quando não sentires mais dores,
Vistas negros trajes
E mande flores.


(Dezwith Barros)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Indelével



O que me amedronta
não é o desvario que é içado
por minhas fantasias,
mas a incompletude das inconstâncias.
Apavora-me a confiança inerte
que alimenta de fastio
o dia seguinte,
por conta do arrebatador que se ausenta
no tempo perdido.
Não temo a vida
e o seu montante bravio.
Mas, o cuidado desmedido
com a miudeza que permite
a sentença negada.
Não me intimida o delírio
que sugestiona a medida do insólito.
Insulso o trajeto delineado,
os passos seguros,
por caminhos alinhados.
Roubando as cores do prisma,
dos minutos, do dia...
Eu escolho o inusitado perigo das curvas,
que no segundo seguinte...
Tudo muda.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Somos história (Ele)

Somos história
Ainda não contada,
Letras apenas,
Escritas dia após dia.

Uma máscara polida
Empoeirada páira,
Dentro de nossas cabeças,
Retorcendo-se sob ira e paixão.

Vivemos a guerra
De fazer o que precisamos,
As várias idéias contradizem-se,
Digladiando e pintando nossos sonhos.

Pouco a pouco morremos,
Somos vencidos pela rotina.
Deitar a tarde e dormir plenamente
Torna-se um sonho feliz.

E assim destrói-se
A natureza humana, o talento!
Descansamos sob relva e sob sombra.
Criatividade abandonada ao relento.

Vou vivendo a procura
De um beijo sequinho,
Lábio macio,
Selva intrigante em cada gesto.

Quero brotar o meu raciocínio,
Instigando-o na sensualidade inocente
Com pitada de tarde poente,
E cheiro de terra molhada.

(Sérgio Filho)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Não te deixes...

Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e plante roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que ao de vir.
Esta fonte é para o uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves o seu uso
a aos que tem sede.

(Cora Coralina)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Setembro




Maldito, visão que odeio

Do egoísmo mais que bélico
Em tu repousa o meu anseio
Meu piedoso veneno benéfico

Dia raro aquele minuto que vi
Tão perto quanto a um passo
Do acaso à setembro, fim
De igual valor é o descompasso

Sublime descrição da ternura
Impenetrável redenção do amor
Se fácil fosse como eu gostaria
Não trarias felicidade, ó dor

Se eu ganhar-te com um beijo
Conscientemente eu saberia
Por não dominar meu desejo
Ao ganhar-te eu me perdia.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Metade... (Ele)

Teu sorriso é brisa leve
Que alivia esta vida,
Tua pele quente contagia...
Tão macia tão bonita.

Quando penso em você
Pára o tempo e a existência,
Perco o rumo por viver
Com você na consciência

Toda via é preciso
Que tu saibas minha dor.
Ser humano e não de ferro,
Sofro o silêncio do amor.

Em silêncio absoluto
Guardarei com muito medo,
Pois te amo e não consigo
Revelar este segredo.

(Sérgio Filho ao Chá das Qu4tro)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ilusão

Estou aqui a observar-me.
O espelho não reflete mais minha imagem como antes.
Quem sou eu?
Procuro um rosto feliz, disfarço a dor,
finjo e escondo-me atrás de máscaras.
Solidão que me apavora!
Minha alegria se desmancha como o vento que passa e poucos percebem.
Sonhos? O que são? Onde estão?

Mundo de ilusão! Até quando!?

Paixão, desejo comedido, amores mal resolvidos.
Sentimentos indefinidos deixam-me inerte e muda.
Mundo, segurança e vida abalados e desestruturados.
Feliz com os pés no chão, impotente e fracassada com a loucura "sanada".
Preciso vomitar cada pensamento e atitude para me recompor.
Detestável criatura que sou!

Mundo de ilusão! Até quando!?

Retornar? Não posso mais.
Adiantar? Não valeria a pena.
Presente amaldiçoado!
Viverei...
Nobre colega, sábias palavras:
"Tempo efêmero. Passará? O que me resta? Desejar? Esperar?"
Disfarçar!

Mundo de ilusão! Até quando!?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Retrato

"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"

(Cecília Meireles)

Onde foi que eu me perdi??

sábado, 19 de setembro de 2009

Poeta insano

Insano!
Não enganarás a ti próprio? Não estarás tu demente?
Talvez buscas algumas horas felizes, horas que não me pertencem...
Pois, o tempo é efêmero. Estou bem e em um minuto posso não estar.
Estas foram as minhas palavras e não outras! Confundes um simples olhar?

Mente insana! Desejo ardente, consolação ao chorar...
Não é a tua hora de amar...

Sinto um nó na garganta, coração a papitar, todas as vezes que te vejo a clamar, por algo, que não posso te dar.
Perdoe-me cavalheiro, doce poeta, se atrasaste talvez, o arqueiro tomou o teu lugar.

Coração insano!Desejo ardente, consolação ao chorar
Não é a minha hora de amar...

Talvez em outro tempo ou em outro lugar. Não há nada o que eu possa fazer.
O tempo é efêmero. Passará! Esperar? Desejar?
Poeta insano! Arqueiro presente!
Sinto por ti. Tempo efêmero. Passará!
O que me resta? Desejar? Esperar?
Apenas, me afastar.